Conhecer e gerir as obrigações trabalhistas é fundamental para o sucesso da academia no mercado. Afinal, o cumprimento dos deveres pelo empregador evita a incidência de sanções legais que afetam o equilíbrio financeiro da instituição.

No entanto, diante de diversas regras a serem observadas, o gestor pode ter dúvidas sobre como fazer um controle eficiente. É o que ocorre, muitas vezes, com o cálculo do valor de hora extra laborada por funcionários.

Tendo em vista a importância do monitoramento dessa obrigação, elencamos alguns esclarecimentos sobre os deveres do empregador em relação à hora extra, além de dicas para o seu controle eficiente na empresa. Não deixe de conferir!

Quais são as regras atuais para hora extra no Brasil?

Hora extra é a contagem de tempo para o serviço laborado além da jornada diária estabelecida em lei ou firmada em contrato. A Consolidação das Leis do Trabalho prevê que a jornada diária normal seja de 8 horas. A lei ainda indica que, nesse caso, é possível estender o turno do trabalhador em até 2 horas. 

Pela legislação atual, há duas maneiras distintas de remunerar essa hora extra laborada. A primeira consiste no pagamento mensal junto ao salário, ao optar por essa modalidade, a academia deverá acrescer ao valor da hora comum uma porcentagem não inferior à 50%.

A segunda possibilidade para a remuneração é por meio do banco de horas, que nada mais é que um acordo de compensação entre colaborador e empregador. Nessa modalidade, o funcionário poderá diminuir ou flexibilizar sua jornada com as horas excedentes realizadas ao longo de determinado período.

Quais são as obrigações do empregador?

A remuneração pela hora extra laborada, acrescida de percentual considerável, é direito do trabalhador e dever da empresa. Cabe ao empregador, por essa razão, o cálculo e o depósito desse benefício, sob pena de multas e demais sanções em processos judiciais.

Também constitui dever do empregador, caso opte pelo banco de horas, registrar a extensão da jornada além do turno contratado e ceder ao empregado o direito de usufruir de folgas para compensar o período.

Vale lembrar de que, nesse caso, se o acordo para a compensação for individual, a empresa deverá depositar o valor das horas não compensadas dentro do prazo de 6 meses. Além ter um acréscimo de, no mínimo, 50% do valor da hora normal de trabalho.

Qual é a melhor opção para remunerar horas extras?

Diante das duas possibilidades de remuneração, conforme exposto nesse artigo, cada empresa poderá verificar qual é a opção mais viável e atrativa diante da realidade da academia.

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É importante, por essa razão, ter em mente os prós e contras legais de cada categoria. A principal vantagem para as que aderem ao banco de horas é que o sistema atual possibilita reduzir custos com pagamento mensal de turnos extras laborados. Além disso, a compensação permite ao trabalhador flexibilizar o seu horário na medida do período trabalhado além da jornada, conforme acordo com o empregador.

A escolha pelo pagamento, por outro lado, embora represente maiores despesas a curto prazo, garante ao gestor a produtividade da empresa. Isso porque, ao quitar todas as horas com a equipe, estará desobrigado a dispor da força de trabalho dos funcionários.

Como fazer um controle eficiente das horas extras?

Tendo em vista a rigorosidade da lei trabalhista, o controle das horas laboradas é indispensável para a segurança do empregador e, também, para a tranquilidade do empregado.

Nesse sentido, se a empresa não adotar nenhum sistema de monitoramento, poderá enfrentar processos judiciais e arcar com multas pela não quitação de suas obrigações. Confira dicas para fazer um controle eficiente na sua academia!

Automatizar o controle de ponto

Uma das maneiras mais eficientes de monitorar o valor de hora extra de cada funcionário é automatizar o controle de ponto, integrando aos processos da empresa uma ferramenta digital. No mercado, já é possível encontrar diversas opções de sistemas e de softwares adequados para esse gerenciamento, como o relógio de ponto.

Vale lembrar que a implementação dessas tecnologias facilita a administração segura dos deveres do empregador e evita o cometimento de falhas nos registros que desencadeiam reclamações trabalhistas.

Integrar ferramentas

Além do controle de ponto digital, é importante apostar em demais tecnologias que permitem automatizar e modernizar outros processos de gestão no negócio. Dessa maneira, será possível integrar equipamentos que facilitam o registro de horas extras do trabalhador e monitoram a compensação de jornada de forma mais organizada, precisa e segura.

Orientar o trabalhador

Outra dica fundamental para evitar problemas trabalhistas e a insegurança do colaborador é orientar a equipe sobre os seus direitos e deixar claro quais são as políticas adotadas pela academia para garantir os respectivos benefícios legais.

Isso, sem dúvidas, poderá criar uma relação de proximidade, solidariedade e empatia entre empregador e empregado. Não é preciso dizer que esse diálogo estreito é fundamental para apaziguar possíveis controvérsias a serem resolvidas sobre a hora extra laborada.

Criar espaços de diálogo

Outra dica interessante para o controle eficiente na academia é criar espaços abertos de comunicação, de modo que o colaborador se sinta à vontade para dirimir dúvidas sobre questões relacionadas à hora extra.

Essa abertura constitui ferramenta importante para que empresa possa solucionar rapidamente possíveis falhas observadas pelo trabalhador no controle das horas laboradas. Nesse sentido, também é válido contar com uma equipe preparada, que possa atender e se colocar à disposição do empregado sempre que necessário. 

Fazer o controle e calcular o valor de hora extra dos funcionários é uma atividade indispensável às empresas. Afinal, essa medida parte de uma exigência legal que, se não cumprida, pode implicar uma série de consequências financeiras ao negócio. Tais sanções, por sua vez, atrapalham a sustentabilidade da instituição e o próprio desempenho da academia no mercado. Nesse sentido, é importante contar com ferramentas de controle que garantam o adequado registro de jornadas e a eficiente gestão da academia.

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